CF 2012

porAdellRobeqovb

CF 2012

Campanha da Fraternidade 2012

 

» Tema: Fraternidade e Saúde Pública

» Lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (Eclo 38,8)

 

 

Primeira Parte: VER

 

Saúde e Doença: dois lados da mesma realidade

 

A vida, a saúde e a doença são realidades profundas, envoltas em mistérios. Diante delas, as ciências não se encontram em condições de oferecer uma palavra definitiva, mesmo com todo o aparato tecnológico hoje disponível. Assim, as enfermidades, o sofrimento e a morte apresentam-se como realidades duras de serem enfrentadas e contrariam os anseios de vida e bem-estar do ser humano.

Na língua grega, soter é aquele que cura e ao mesmo templo é salvador. Em latim, ocorre o mesmo com salus. Verifica-se o mesmo em outras línguas.

Outro elemento importante, na antiguidade, sobretudo entre os orientais, o ser humano era conhecido de forma unitária, com suas distintas dimensões profundamente integradas. Eles concebiam doenças de ordem corporal e de ordem espiritual, muitas vezes ligadas à ação de espíritos maus e a castigos. Neste contexto, consideravam que não é só o corpo que adoece, nem só a medicina que cura, o que conferia grande importância aos ritos religiosos para a salvação do adoentado.

A estreita ligação entre saúde e salvação (cura) e a convergência desses significados em um mesmo termo apontam, portanto, para uma concepção mais abrangente do que seja a doença. As tendências de excluir a dimensão espiritual na consideração do que seja saúde e doença resultam, pois, em compreensões superficiais destas realidades. A OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2003, incorporou a espiritualidade na reflexão e na definição da saúde. Esta nova concepção vem, no entanto, se firmando como uma direção a ser seguida, pois amplia os elementos para a compreensão deste fenômeno, o que é mais condizente com a natureza humana.

Fonte: CF-2012 – Texto-Base, CNBB.

Segunda Parte: JULGAR

 

A experiência humana da dor e do sofrimento

 

O sofrimento é de difícil aceitação para a humanidade. Considerando nosso contexto cultural, marcado pelo hedonismo, a realidade do sofrimento gera desconforto, inquietação e até mesmo revolta, pois as pessoas são impulsionadas à busca de uma felicidade ligada à noção de prazer e à rejeição de esforços. Diante disso, surge uma grande dificuldade para a aceitação e vivência das situações de sofrimento, dado que estas ocorrências impõem limitações ao curso da vida, além de evidenciar a fragilidade do ser.

Geralmente, o sofrimento é entendido como um dos grandes entraves à jornada existencial do homem. Mas, também, se constitui em uma via de transcendência para a busca de respostas às interrogações que suscita na necessária superação das dificuldades e de si mesmo. Assim, as experiências de sofrimento merecem tratamento respeitoso e clamam por compaixão e solidariedade, em particular no caso dos que adoecem.

As enfermidades entendidas como causa do sofrimento, sempre estiveram entre os problemas mais graves da vida humana. Este fato levou o ser humano a desenvolver inúmeras práticas, técnicas e ritos para a cura. O universo do sofrimento humano é, porém, mais amplo e complexo, pois o ser humano se depara com esta situação em diversas modalidades, como as de natureza moral ou psicológica, e as provenientes de flagelos sociais ou de catástrofes naturais.

Fonte: CF-2012 – Texto-Base, CNBB.

 

Terceira Parte: AGIR

Como as famílias podem colaborar para a saúde se difundir

 
A família ocupa o lugar primário na humanização da pessoa e da sociedade. Por isso, é chamada a ser uma comunidade de saúde, a educar para viver bem, a promover o bem estar de seus membros e do ambiente que a cerca. É importante recuperar a família como colaboradora essencial no cuidado e no acompanhamento de seus membros. Vários dos condicionantes e determinantes da saúde dependem da adesão das famílias e da educação prática das crianças.

Seguem algumas propostas de ação concreta para esta esfera:

a) Incentivar o cuidado pleno aos extremos de vida (criança e idosos), buscando atendimento digno, humano e com qualidade nos serviços de saúde, nos três níveis de governo;

b) Garantir que a prevenção avance para além da informação. É necessário visar não só ao bem estar individual, mas também ao familiar e ao de todos, através de ações educativas abrangentes;

c) Buscar a sensibilização e a mobilização de familiares e amigos quanto às ações básicas de prevenção e promoção da saúde, como manter o cartão de vacinas atualizado;

d) Estimular a adoção e a manutenção de padrões e estilos de vida saudáveis e a abolição de hábitos inadequados de vida, até reeducação alimentar e incentivo à atividade física regular;

e) Estimular o uso dos serviços de saúde, de forma consciente, organizada e cuidadosa, visando à otimização de recursos públicos;

f) Estimular a disseminação do conceito de que a prevenção ao uso de drogas é de responsabilidade de todos, ou seja, pais, professores, empresários, líderes comunitários, sindicatos, igrejas e autoridades;

g) Incentivar e difundir programas de coleta seletiva e de reciclagem, no suporte a projetos de pesquisa na área ambiental e no estímulo a práticas sustentáveis, divulgadas em empresas, escolas e comunidades.

Fonte: CF-2012 – Texto-Base, CNBB

 

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